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“Quem vigia os que nos vigiam?”

Por Marcos Lamounier – pai, avô, músico, escritor, empresário e, com muito orgulho, presidente da CMCT


O que você faria se a sua casa deixasse de ser um lar e começasse a parecer uma trincheira?

Foi o que vimos no último dia 31, durante mais uma feira promovida na área comercial do Espaço Tropicale. Um evento que deveria ser de lazer e convivência virou palco de tensão e confusão. E como reagiu a administração? Com o velho roteiro que já conhecemos: um vídeo com tom teatral, palavras vazias e a velha tática de culpar os moradores. Agora, visitantes são culpados, moradores são culpados, menos a administração.

Será que ninguém ali aprendeu que quem se cala diante de erros, acaba os repetindo?

🎭 O discurso bonito e a realidade feia

No vídeo publicado após o episódio, o síndico do Espaço Tropicale diz muito e não diz nada. A coro entoado nas moradoras da rede de proteção do sindico é que; “nosso condomínio não pode ser desvalorizado por atitudes como essa”. Mas o que não dizem — e o que ninguém na gestão parece querer dizer — é que o maior fator de desvalorização é a insegurança constante e a má gestão da própria segurança contratada.

Não se trata de um caso isolado. Não se trata de um tumulto provocado por uma “persona subjetiva”, como tentaram alegar. Trata-se de um padrão de gestão que custou mais de R$ 45 mil apenas no último mês com vigilância armada – e, mesmo assim, não consegue prever, conter ou administrar situações de alto risco nos eventos que ela mesma promove.

Ora, se a administração sabe que o fluxo de pessoas aumenta nos dias de feira, por que a equipe de segurança não foi redimensionada? Onde estava o planejamento estratégico? Por que os pontos de acesso não foram reforçados? Quem são pagos para pensar?

Responder a essas perguntas com promessas de “multas severas” e ameaças jurídicas é uma tentativa, no mínimo, vergonhosa, de jogar fumaça sobre a sua própria omissão.

🛡️ Segurança não é cercar, é prever

Segurança condominial não pode ser tratada como enfeite. Não se resume a colocar um uniforme na portaria e apertar um botão no interfone. Segurança de verdade é inteligência, é mapeamento de risco, é presença estratégica e ação preventiva.

Num condomínio do porte do Borges Landeiro Tropicale, com quase 2.000 apartamentos, segurança não pode ser passiva. Não pode ser invisível em momentos críticos. .

O que falta não é verba. O que falta é gestão.

Se uma administração não consegue planejar um evento com segurança adequada, o que dirá gerir um condomínio inteiro com equilíbrio e responsabilidade?

⚠️ Omissões que custam caro

Aliás, essa não foi a única omissão da atual administração. Vamos recordar:

  • É esta mesma gestão que está ignorando uma liminar judicial que anulou uma eleição marcada por regras restritivas e ilegais;
  • É esta mesma gestão que nunca responde às notificações formais da Comissão de Moradores;
  • É esta mesma gestão que gasta sem assembleia e depois tenta justificar usando jargões como “LGPD” para esconder o que deveria ser público;
  • E agora, em mais uma cena, tenta transferir a responsabilidade para moradores, como se a raiz do problema fosse o comportamento de um ou outro, e não a falha estrutural da própria segurança privada contratada.

📢 A que custo se protege a imagem?

Há um ponto especialmente preocupante entre as tratativas de toda essa violência: a tentativa de colocar a imagem do condomínio acima da segurança dos moradores. Dizem: “nosso condomínio não pode ser desvalorizado”. Pergunto: e o morador pode? Pode ser exposto, ameaçado, responsabilizado por erros alheios e ainda receber a culpa no colo, enquanto a administração se esconde atrás de comunicados vagos?

Será que a imagem do prédio vale mais do que a vida de quem mora nele?

Não se faz gestão de verdade com bravatas. Se faz com planejamento, transparência e compromisso com o bem comum. A repressão seletiva, a falta de preparo em eventos públicos e a omissão na segurança são a fórmula perfeita para o caos.


Em nome da CMCT, deixo aqui o nosso compromisso: continuaremos a fiscalizar, denunciar e cobrar providências. Porque não aceitamos mais um condomínio onde quem paga é quem apanha, quem reclama é quem é punido, e quem administra é quem se protege com muros e ameaças.

O verdadeiro perigo não é o visitante que passa, é a gestão que permanece — sem escuta, sem diálogo e sem preparo.


Marcos Lamounier
Pai, avô, músico, escritor, empresário
E com muito orgulho, presidente da Comissão de Moradores do Condomínio Borges Landeiro Tropicale


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